Perdido em Marte - Resenha

10:29


Em uma excursão da NASA, um grupo de astronautas conduzem pesquisas em Marte. Quando uma tempestade de areia atinge o local eles são forçados a evacuar o planeta vermelho - mas um deles é deixado para trás.

O novo longa de ficção-científica de Ridley Scott, vencedor do globo de ouro na categoria de Melhor Filme de Comédia (não, ninguém entendeu essa indicação), é altamente instigante.

O filme já engata logo no início. Em 5 minutos a narrativa fazia jus ao título (isso não conta como spoiler). Em 15 minutos eu já estava me contorcendo em uma cena agonizante. A disposição da imagem, com cores quentes, saturadas, criam uma ambientação incrível, fazendo você mergulhar na realidade improvável da trama, com muita facilidade. Essa maestria de ambientação é uma característica típica do diretor, que vem fazendo isso em outros filmes que envolvem realidades divergentes, como Gladiador e Blade Runner. Ridley Scott tem essa habilidade de levar o espectador a uma imersão de realidade, como se já fosse familiarizado com isso.



De volta ao filme, vou começar pelos pontos negativos. O roteiro podia ter alguns ajustes. Em alguns momentos, especialmente pro final, o filme me parecia uma série de situações impossíveis com umas falas toscas para compensar o estresse do momento em cena; porém, quando se trata de um filme sobre o espaço, esse tem que ser o mais amedrontador, inalcançável, possível.
Também tiveram alguns “rip-off´s”. O filme tinha muita semelhança com seu antecessor no gênero, Gravidade, de Alfonso Cuarón - toda a ideia de “missão-que-deu-errado-agora-estou-perdido-no-espaço-em-condições-subversivas”. Sim, essa ideia mesmo (se bem que esse modelo já se repete desde Apollo 13, com Tom Hanks). Além disso, os vlogs, juntamente com a ideia de ele ficar explicando para o público “indiretamente” o passo-a-passo do que ele fazia, fizeram parte do filme parece uma mistura de Avatar com Man Vs. Wild (apenas em relação aos pontos que eu expus). Tem que goste disso, por criar uma aproximação - até porque, por ele ser o único personagem por boa parte do filme, é “forçado” a interagir conosco.

Fora essas críticas, o filme é extremamente bem feito. Matt Damon conseguiu prender a atenção do espectador, o que é difícil quando você está contracenando com um computador, uma plantação de batatas e muito areia, por quase todo o filme (falei batatas? Ops, spoiler).



Por fim, e talvez o mais importante: nunca pensei que uma trilha sonora de 70´s disco encaixaria tão bem em uma space odyssey. Funcionou. Incrivelmente.


Nota: 8,0.

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