O Bom Dinossauro - Resenha

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A mais recente produção da Pixar constrói-se a partir da seguinte pergunta: “E se os meteoros nunca tivessem matado os dinossauros?”
“O bom dinossauro” conta a história do jovem Arlo, integrante de uma família de dinossauros fazendeiros, que não supre as expectativas de seus parentes. É fraco, desengonçado, e, principalmente, pequeno (para o padrão dos dinossauros, claro). Durante um incidente Arlo se perde, e precisa, então, superar suas dificuldades físicas e psicológicas para encontrar o caminho de casa.

Pixar puro. Com a temática de jornada do herói, “O bom dinossauro” explora os incidentes-chave de clássicos da Disney, como Bambi. Um aspecto curioso da história, porém, é o uso que fazem da típica história do “garoto e seu cachorro”. Dessa vez é invertido. O dinossauro Arlo é o garoto, propriamente dito, e o menino Spot representa o cachorro; e não deixa dúvidas disso no seu modo de agir. Essa inversão foi uma jogada inteligente da Pixar, conhecida por brincar com os personagens humanos em seus filmes, mas foi muito criticada por pais e mães (eles nunca entendem).
Por mais fiel que seja à filosofia da Pixar, "O bom dinossauro" não foi tão marcante como franquia quanto Divertida Mente, o filme anterior da Pixar. Está na média. Aliás, “O bom dinossauro” pode ser considerado um “vira-lata da Pixar”, pois esteve em produção por incríveis seis anos, e não era lançado nesse meio tempo pois perdia lugar para outros filmes, como Universidade Monstros e o já citado Divertida Mente.



É de se considerar, porém que o filme passou por todos os problemas de produção que se pode imaginar. Dentre eles, a troca do diretor original Bob Peterson (aparentemente esse não estava conseguindo desenvolver o terceiro ato do longa), por Peter Sohn, que acabou mudando muita coisa no roteiro.

A característica mais marcante do filme, é, sem duvidas, a própria animação. Nesse quesito, a Pixar se superou. O filme traz grandes inovações estéticas com imagens detalhadas que saltam aos olhos e, em certos momentos, parecem reais; o que é incrível, considerando que metade do longa foi animado faltando apenas seis meses para a data de lançamento. Em termos narrativos, o filme é regado de emoção e se fez de personagens diversificados e conflitos muito bem elaborados que provocam uma incrível identificação, tanto com Arlo, quanto com sua relação com seu amigo/cão-humano, Spot. Em outras palavras, deu pra chorar. Duas vezes, inclusive.


Em suma, “O bom dinossauro” é um filme muito agradável. Para alguns, deixou a desejar (e eu não me incluo nisso), mas o filme teve diversos elementos que garantiram seu destaque entre as produções da Pixar, o que não é a coisa mais fácil de se fazer.



Nota: 7,5

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