Procurando Dory - Resenha
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A Pixar sempre foi inovadora, entregando trabalhos irretocáveis e arrastando grandes públicos às salas de cinema de todo o mundo. A exemplo da trilogia, até o momento, de Toy Story que lhes rendeu grande sucesso e algumas estatuetas no Oscar e quase 2 bilhões de dólares. Porém o mesmo não pode ser dito de sequências como Universidade Monstros e Carros 2. Ao ser revelado que a cômica personagem de Procurando Nemo ganharia um filme solo, muito se especulou em relação a repetição que a Pixar estava trazendo, mas a história de Dory foi uma bela surpresa.
Quando fomos apresentado a Dory, ela parecia mais uma espécie de alivio cômico do que de fato uma personagem de peso. Ela trazia graça e muitos momentos de relaxamento ao filme estrelado por Nemo e seu pai, Marlin. Responsável por arrancar gargalhadas dos espectadores no filme anterior, neste ela nos emociona. Entre uma risada e outra, Dory dá um tom triste e levemente (?) pesado a animação, o que pode ser visto de forma positiva, visto que o enredo necessita desses momentos para construir a trajetória do filme.
Procurando Dory se trata de um um filme um tanto mais sério que seu antecessor, por tratar de um assunto que exige certa seriedade: a deficiência. De uma forma bem fofa, somos apresentados e introduzidos no contexto de Dory, que já sofria desde pequena por seu problema, ou como ela prefere chamar: perda de memória recente.
A história basicamente se resume a uma caçada dupla: enquanto Dory se perde no mar - assim como aconteceu no filme anterior - e procura por seus pais, Nemo e Marlin vão atrás da peixinha esquecida.
Ao acompanhar a saga de Dory atrás de seus pais, somos apresentados a novos personagens icônicos e bastante aclamados pelo público, como o Polvo Hank, Becky, Bailey, Destiny e o de maior sucesso entre eles: Geraldo.
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| Geraldo foi responsável por uma das cenas mais divertidas e lembradas de todo o filme |
O filme tem seus defeitos, mas no geral é agradável e familiar. Dory dá um exemplo de superação e mostra que independente dos problemas, quando se tem amigos, tudo dá certo. Pode não ser considerado um dos melhores trabalhos da Pixar, mas tem sinceridade e harmonia entre os personagens e certamente, um avanço em relação as continuações dos sucessos da Pixar.


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